CAMINHADAS CULTURAIS II: À descoberta do património religioso católico de Castelo Branco

caminhadas à descoberta mar 2019 - património religioso católico

Capela de Nossa Senhora da Piedade (séc. XVI), em Castelo Branco

Depois de em janeiro quase três dezenas de pessoas terem participado na primeira sessão itinerante, a propósito dos chafarizes e poços do burgo medieval, a iniciativa bimestral “À descoberta de…”, aberta a toda a população e a ter lugar no último sábado de cada um dos meses correspondentes, prossegue no dia 30 de março com apontamentos diversos sobre o património religioso católico edificado em Castelo Branco.

Com duração prevista de duas horas, o passeio tem início às 16:00, junto à capela de Nossa Senhora da Piedade, contemplando a passagem por alguns dos templos e demais exemplares da arquitetura religiosa localizados no centro da cidade. Os comentários ficam a cargo da investigadora Maria Adelaide Neto Salvado, antiga docente do ensino secundário e superior, onde leccionou nas áreas da geografia, cultura ou história regionais, sendo autora de diversas obras dedicadas ao património religioso material e imaterial do distrito.

Recorde-se que 2019 a Fabre Actum – Associação para a Dinamização, Defesa & Animação de Patrimónios e Artes tem vindo a promover um conjunto de caminhadas culturais, orientadas por investigadores ou conhecedores de percursos pedonais, procurando dar relevo a cada um destes espólios da região cuja riqueza importa divulgar e preservar.

No seguimento do passeio temático que em novembro encerrou o 3º Encontro Património & Artes: Uma Água, Muitas Águas, a iniciativa termina em maio com a caminhada à redescoberta do rio Ocreza.

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CAMINHADAS CULTURAIS I: À descoberta dos chafarizes e poços de Castelo Branco

Chafariz de São Marcos (séc. XVI), em Castelo Branco

Chafariz de São Marcos (séc. XVI), no largo do mesmo nome em Castelo Branco

No seguimento do passeio temático que em novembro encerrou o 3º Encontro Património & Artes: Uma Água, Muitas Águas, em 2019 a Fabre Actum – Associação para a Dinamização, Defesa & Animação de Patrimónios e Artes promove uma série de caminhadas culturais, orientadas por investigadores ou conhecedores de percursos pedonais, e que visam dar relevo a cada um destes microcosmos da região cuja riqueza importa divulgar e preservar.

A iniciativa bimestral “À descoberta de…”, aberta a toda a população e a ter lugar no último sábado de cada um dos meses correspondentes, arrancou no dia 26 de janeiro com apontamentos diversos sobre patrimónios de água, numa sessão itinerante dedicada aos chafarizes, poços e demais pontos de abastecimento localizados em Castelo Branco.

O passeio de cerca de duas horas teve início na interceção da Rua D. Dinis com a Alameda da Liberdade, junto ao tribunal, contemplando a passagem pelo chafariz de São Marcos, nora da Quinta da Fonte Nova, poço do Largo de São João, bebedouro/tanque da Rua da Mina (chafariz da Graça) e cisterna/chafariz do Museu Francisco Tavares Proença Júnior.

Uma oportunidade para, nas paragens contempladas, os participantes ficarem a conhecer melhor quer os equipamentos hidráulicos utilizados quando a água não corria ainda nas torneiras domésticas ou a importância e fragilidade dos lençóis freáticos, quer o imaginário e as dinâmicas sociais geradas em redor destas infraestruturas públicas.

Com organização e duração semelhantes, em março e maio seguem-se, respetivamente, as caminhadas à redescoberta do património religioso católico da cidade e do rio Ocreza.

 

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A atividade foi acompanhada por quase três dezenas de pessoas, desde os curiosos que simplesmente desconheciam os locais visitados ao longo da tarde solarenga aos conhecedores de longa data do património edificado que neles se encontra, muito dele apresentando evidentes sinais de degradação.

As explicações da organização a partir dos dados recolhidos em diversas fontes foram coadjuvadas pelos testemunhos de alguns dos convivas, que com o grupo partilharam também curiosidades e elementos acerca da história destes imóveis que habitualmente são pontos de referência turística em Castelo Branco.

Entre os participantes mais intervenientes na iniciativa estavam cidadãos atentos ao património da cidade como António Veríssimo, responsável pel’O Albicastrense, blogue onde o autor tem vindo a tecer considerações diversas em defesa do chafariz de São Marcos, partilhando os seus pontos de vista acerca das intervenções ali realizadas ao longo dos séculos e do atual estado de conservação daquele imóvel classificado, de acordo com a Direção-Geral do Património Cultural, como sendo de interesse público.

3ºEncontro Patrimónios & Artes: CAMINHADA “À Descoberta do Rio Ocreza”, com Sílvia Ribeiro

Praia Fluvial de Taberna Seca (Castelo Branco)
10 de novembro de 2018

Sílvia Ribeiro

Orientação: Sílvia Ribeiro (Centro de Investigação em Agronomia, Alimentos, Ambiente e Paisagem, Instituto Superior de Agronomia – Universidade de Lisboa)

O Ocreza é um dos principais afluentes do rio Tejo, estando a sua bacia hidrográfica incluída maioritariamente no distrito de Castelo Branco. Nasce na serra da Gardunha e desagua na margem direita do Tejo, próximo de Gardete.

Neste percurso, próximo de Taberna Seca, o rio é intercetado por uma ponte construída no reinado de D. Maria II entre 1843 e 1852. Nesta área, as formações ripícolas dominantes incluem amiais dominados por amieiros (Alnus glutinosa), freixiais dominados por freixos (Fraxinus angustifolia) e salgueirais dominados pelo salgueiro-branco (Salix salviviifolia subsp. salviifolia). Estes bosques ripícolas têm um elevado valor para conservação, estando protegidos pela Diretiva Habitats (92/43/CE).

No leito de cheia são frequentes juncais onde se podem observar diversas espécies de juncáceas e ciperáceas, bem como espécies aromáticas onde se incluem o poejo (Mentha pulegium) e hortelã (Mentha suaveolens), por exemplo.

Nas encostas adjacentes são frequentes espécies de matos e matagais mediterrânicos, tais como o terebinto (Pistacia terebinthus), o aderno-bravo (Rhamnus alaternus), várias espécies de urzes (Erica umbellata) e ainda plantas bolbosas protegidas.

3ºEncontro Patrimónios & Artes: 3ºPAINEL – A Água, Um Recurso a Preservar

Conservatório Regional de Castelo Branco
10 de novembro de 2018

Isabel Freira Ferreira

Isabel Freire Ferreira (Instituto Superior de Agronomia – Universidade de Lisboa), Para Onde Vai a Água Com Que Regamos?

Manuel Costa Alves

Manuel Costa Alves (meteorologista), As Alterações Climáticas e a Disponibilidade de Água

Sofia Guedes Vaz

Sofia Guedes Vaz (Sociedade de Ética Ambiental), H2O, Água

Moderação: Margarida Afonso (Clube UNESCO – Ciência, Tradição e Cultura)

3ºEncontro Patrimónios & Artes: INTERVENÇÃO MUSICAL “A bit of Bit”, por BitOcas Fernandes

Sala da Nora / Cine-Teatro Avenida (Castelo Branco)
9 de novembro de 2018

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BitOcas, nome artístico de Vitor Óscar Fernandes, é um músico experimentador, criador de jogos performativos e pesquisador das questões ligadas ao improviso, interdisciplinaridade ou criatividade. Frequentou o Conservatório de Música de Aveiro e o curso de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho, mas foi de forma autodidata que desenvolveu a maioria das suas experiências pedagógico-musicais, centradas na aprendizagem informal através do lúdico.

Em Águeda, sua terra natal, fundou com os irmãos a associação cultural d’Orfeu e criou o AparqA! – Centro Criativo da Alta Vila. Leccionou no Instituto Piaget de Viseu, tendo colaborado como monitor no inicio do Tocá Rufar, com o serviço educativo da Casa da Música no Porto e com a Fábrica das Artes do Centro Cultural de Belém. Integrou ainda os coletivos Vai de Roda e Danças Ocultas, bem como os projetos O Mistério das Vozes Vulgares, 4Portango e Músicas do (outro) mundo. Membro da cooperativa cultural Glocalmusic e trauteador n’O Xú, projeto de música espontânea, é também um dos fundadores da Contador de Sonhos, do Há Cá Eco Há e dos Improvisórios.

Já na Beira Interior, depois de ter participado no Sons da Canada Serrana, apresentado no Chocalhos 2015 (Alpedrinha), e nos espetáculos AluSino (Alcaide), A Linhar e Um Dia Falarei de Ti – Viagem ao Centro do Som (Fundão) ou Sons da Terra (Paul), bem como coordenado o projeto Tradicionários (Fundão) e colaborado com a associação teatral ASTA (Covilhã), a Castelo Branco BitOcas traz uma versão sobre a água do “A bit of Bit”, espetáculo interativo onde integra as ideias geradas em O Jogo Aberto/Ginásio Musical, laboratórios de experimentação e criação musical, com improvisação e composição instantânea quanto baste por via da manipulação de objetos ou da percussão corporal.

3ºEncontro Patrimónios & Artes: DOCUMENTÁRIO “ATÉ À ÚLTIMA GOTA: A Guerra Secreta da Água na Europa”

Sala da Nora / Cine-Teatro Avenida (Castelo Branco)
9 de novembro de 2018

documentário

Escrito e realizado por Yorgos Avgeropoulos, e produzido pela Small Planet Productions (Grécia) em co-produção com ARTE GEIE (França), ERT (Grécia) e KG Productions (França), durante quatro anos o documentário de 58 minutos, lançado em 2017, percorreu treze cidades de seis países da União Europeia, seguindo o dinheiro e os interesses corporativos ligados à água. Com o velho continente a atravessar uma crise económica e de valores morais, milhões de cidadãos exigem resposta a uma questão crucial: para as instituições europeias, a água é um produto comercial ou um direito humano, tal como a Organização das Nações Unidas reconheceu em 2010?

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Cada vez mais cidades, regiões e países de todo o mundo rejeitam o modelo de privatização e voltam a municipalizar estes serviços para retomar o controlo público sobre a gestão da água e do saneamento. Na Europa, a maioria dos casos ocorreram em França, lar das mais poderosas e influentes multinacionais do setor, e na Alemanha. Embora Berlim e Paris tenham retomado o controle público dos serviços de água, simultaneamente as elites financeiras e as políticas europeias exigem aos países do sul a sua privatização. Disposições sobre esta matéria podem ser encontradas nos memorandos de entendimento que Grécia, Irlanda e Portugal assinaram com a Troika, sendo uma estipulação comum em cada acordo de resgate ratificado entre os países endividados e o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia.

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Galardoado com o Prémio de Educação Ambiental no festival CineEco 2018 (Seia) pela abordagem às políticas europeias sobre a água, “ATÉ À ÚLTIMA GOTA: A Guerra Secreta da Água na Europa” (UP TO THE LAST DROP: The Secret Water War in Europe) foi nomeado para o melhor documentário europeu de televisão no Prix Europa 2018 (Berlim), onde conquistou o quinto lugar, e integrou a seleção oficial do 12º Terra di Tutti Film Festival 2018 (Bolonha), certame dedicado a produções que escrutinam assuntos sociais.

YorgosAvgeropoulos

Yorgos Avgeropoulos é um documentarista grego com mais de 40 galardões conquistados em festivais de cinema de todo o mundo. Antigo correspondente de guerra e repórter da linha da frente, desde 2000 que o autor de “AGORA – Da Democracia ao Mercado” tem vindo a criar documentários sociopolíticos em mais de 50 países, focando-se na desigualdade, na injustiça, nos direitos humanos, no meio ambiente, na imigração e no género.

3ºEncontro Patrimónios & Artes: 2ºPAINEL – Engenhos e Patrimónios de Água

Conservatório Regional de Castelo Branco
9 de novembro de 2018

Bárbara Sofia Bruno e Margarida Filipe Ramos

Bárbara Sofia Bruno e Margarida Filipe Ramos (Serviço Educativo do Museu da Água, EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres), Água – Um Património Mutável: Das Redes de Abastecimento às Redes Culturais

Manuel Lopes Marcelo

Manuel Lopes Marcelo (investigador), Moinhos, Enquadramento Histórico e Sociocultural 

António Mendes de Melo

António Mendes de Melo (Agrupamento de Escolas Gardunha e Xisto), Projeto Oyas Aquae Vitae – Olaria e Uso Racional de Água

Moderação: Lídia Barata (jornal Reconquista)